quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Óleo de coco é ‘veneno’, afirma especialista de Harvard

Pesquisadores alertam que o alimento é composto de 86% de gordura saturada, ingrediente considerado fator de risco para doenças cardiovasculares


O óleo de coco é usado na alimentação e para fins de beleza, como hidratação capilar (Thinkstock/VEJA/VEJA)

Muitos exaltam as qualidades e funções do óleo de coco, que vão desde o uso culinário até hidratante para cabelo e pele. No entanto, Karin Michels, professora da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirma que no quesito nutrição, o óleo de coco é “um dos piores alimentos que você pode comer”. Ela ainda declarou que a ingestão de alimentos exóticos para garantir benefícios à saúde é apenas uma estratégia de venda da indústria alimentícia; o valor nutricional adquirido através desses alimentos podem ser obtidos na dieta diária, com o consumo de cenouras, cerejas e damascos, por exemplo.

Essa não é a primeira vez que o óleo recebe críticas de especialistas. Instituições de saúde como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) alertaram que as gorduras saturadas – como as encontradas no óleo de coco – estão ligadas a doenças cardíacas, diabetes e certos tipos de câncer. “O óleo de coco é cerca de 86% de gordura saturada, cerca de um terço a mais do que a manteiga, com 52%”, explicou Victoria Taylor, nutricionista sênior da British Heart Foundation, no Reino Unido, ao The Guardian.

Os argumentos de Karin Michels, apresentados durante palestra na Universidade de Freiburg, na Alemanha, deve se tornar um empecilho para a comunidade de alimentos saudáveis, que defende o óleo de coco como um substituto para gorduras vegetais e animais na culinária. A palestra pode ser encontrada no Youtube


Perigos da gordura


De acordo com o The Independent, no ano passado, a American Heart Association atualizou as diretrizes referentes às gorduras saturadas encontrados no óleo de coco, recomendando que as pessoas as substituíssem pelas gorduras insaturadas, a fim de reduzir o risco de problemas cardiovasculares no futuro.

A decisão foi tomada depois que a entidade revisou evidências sobre os benefícios do alimento: apesar de três quartos do público dos EUA considerarem o óleo de coco saudável, a avaliação observou que apenas 37% dos nutricionistas concordavam. O motivo para essa diferença de percepção estaria associado à comercialização do produto por meio da imprensa popular.

por Veja.com

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