quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Pai de criança morta pela PM continua internado com bala alojada na cabeça



Cantor Evandro Costa continua internado no HUT


O cantor Evandro Costa, pai da Emily Caetano Costa, morta a tiros pela Polícia Militar do Piauí, continua internado e não deverá passar por procedimentos cirúrgicos. De acordo com o diretor do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), dr. Gilberto Albuquerque, o cantor está com uma bala alojada na parte óssea da cabeça.


“Esse projétil, que na verdade não passou pelo cérebro, mas na parte óssea provocou um pequeno sangramento dentro da cabeça, e está alojada próximo ao ouvido. Procedimento para retirada de bala não existe, ninguém sai procurando uma baça dentro do corpo de alguém. Tudo indica que ele não precisará de cirurgia”, explicou dr. Gilberto.


O quadro de saúde do cantor é estável, está consciente e se alimentando normalmente, não apresenta nenhum comportamento estranho. Ele está triste, psicologicamente abalado, devido à tragédia com a filha, e deverá receber acompanhamento, acrescentou o médico.


O diretor também explicou que o procedimento é arriscado porque a retira de uma bala poderá provocar outras lesões, exceto se o projétil estiver alojada em uma área superficial do corpo.


Evandro poderá viver normalmente com o projétil alojado. O diretor do HUT também informou que ele poderá ter alta nos próximos dias desde que o sangramento não aumente. “As pessoas falam que a bala vai ficar se deslocando, mas ela vai ficar encapsulada onde está”, ressaltou o médico.


Por estar internado, o pai não acompanhou o velório e o sepultamento da filha. A mãe da criança, bastante abalada, também não foi ao cemitério. A criança foi sepultada sob forte comoção em um cemitério de Timon (MA), onde a família residia.





Abordagem policial
Na noite do dia 25 de dezembro deste ano, o casal Evandro Costa e Daiane Felix estava com as três filham em um carro vermelho – modelo Clio – quando começaram a ser perseguidos por uma viatura da Polícia Militar do Piauí. Inicialmente, eles não obedeceram a ordem de parar o carro, pois estavam com receio de serem multados, pois a filha mais nova do casal, um bebê de oito meses, não estava no bebê-conforto e com a mãe no banco da frente.


Os policiais da ocorrência alegam que estavam em busca de um carro com as mesmas características e estaria envolvido em um assalto na região. Os tiros contra o carro só começaram quando o veiculo já estava parado. A mãe chegou a descer do carro pedindo para o policial para de atirar, pois tinha criança no veículo. Os policiais estão presos no presídio militar.


Carlienne Carpaso
carliene@cidadeverde.com

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