quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Carta de um veranista

Recebemos em nossa redação a carta de um turista , que pediu para que a mesma seja publicada em nosso blog. Leiam com atenção o depoimento deste veranista.



"Queridos amigos de Luís Correia,

Me permitam tratá-los assim, pois assim me considero, embora seja um desconhecido, um visitante de temporada em temporada de férias. É por ter me apegado a essa cidade, pelo que ela propicia, a mim e a minha família, sempre muito bem recebidos, que me acho no dever de participar desse momento , dando a minha opinião, até para não me arrepender, caso aconteça o pior, coisa que não acredito.

Quando se está muito envolvido com alguma coisa, com uma rotina dura, muitos detalhes nos passam despercebidos, e em se tratando daquilo que diz respeito ao bem coletivo, à coisa pública, a possibilidade de não percebermos o óbvio ainda é maior.

Venho com minha família e ficamos no Coqueiro. Adoramos a Praia do Coqueiro, onde fizemos grandes amigos. Mas às vezes nos entretecíamos
em ver o distanciamento do poder público, o pouco caso com um lugar tão lindo. Pois bem! Mas de uns tempos para cá, nosso olhar foi captando mudança: ruas calçadas aqui, ruas limpas ali; mais ruas calçadas, onde antes era impossível trafegar. No período mesmo de grande movimento, observávamos o esforço dos garis em manter as ruas limpas. Ficava imaginando como a produção de lixo aumentava nesse período, e que de fato o trabalho era redobrado. Nem todo mundo trata seu lixo como deve.
Observava o esforço na reposição de lâmpadas para a iluminação pública, que imagino não deva ser barato para os cofres do município.

Bom, e foi em meio a esses pensamentos, que numa manhã de julho, quando descia para praia com meus filhos, vi uma jovem senhora andando, com outras duas jovens, em meio a trabalhadores que movimentavam pedras, calçando uma rua, essa que passa atrás dos bares, uma rua estreita, mas de grande movimento. Parei e observei como ela tratava os trabalhadores, cumprimentando um e outro com a energia e a alegria de quem sabia o que estava fazendo. Fiquei curioso em saber mais de Luís Correia sob o comando daquela senhora cheia de entusiasmo.

No mesmo dia à tarde, convidei minha mulher para passearmos pela cidade, quis conhecer os bairros, porque, com certeza, Luís Correia não era só o Coqueiro. Chamamos o caseiro e pedimos que ele nos levasse aos bairros mais distantes. Ele estranhou, mas concordou. E a medida que andávamos, ele mesmo se surpreendia com ruas que antes não existiam. Do Bairro Campos seguimos direto para o Cearazinho, e para espanto do Caseiro, os bairros estavam interligados. Perguntamos se a prefeita estava trabalhando mesmo. Ele riu e respondeu: - Tá, né doutor. Nós “tamo” andando no calçamento que ela fez. Isso aqui era só areia. ”

Aí ele foi contar do hospital. Que um parente dele sentiu uma dor forte no peito e correu para o hospital. Quando chegou lá estava o Dr. Xavier, médico do coração. Bateu eletro, fez tudo que é exame e deixou ele internado até melhorar. Depois mandou para casa, já bom. E isso foi num sábado pela manhã.

Como uma história puxa outra, ele nos falou de uma escola grande no Coqueiro, construída pelo ex-prefeito e que foi fechada pela justiça, porque estava para cair na cabeça dos meninos. E que a prefeita lutou até conseguir reconstruir a escola.

Pois é amigos! Quis compartilhar com vocês essa minha pequena experiência. E conhecendo o Brasil como conheço, não é muito fácil encontrar uma cidade que tenha melhorado tanto em tão pouco tempo. É preciso ter compromisso com o povo para administrar pensando no todo. Luís Correia não pode mais continuar parada no tempo, como uma cidadezinha qualquer. Luís Correia é a mais importante cidade turística do nosso estado, e precisa de pessoas com formação, competência e coragem para enfrentar os desafios. Pensem nisso! Procurem conhecer o que esta jovem Prefeita está fazendo. Não se prendam aos velhos modelos de gestores de muita lábia e pouca obra. Uma mulher sempre vai olhar diferente, vai agir diferente. Você não vai ver uma mulher num pé de botequim, ela vai estar sempre atarefada pensando em fazer o que prometeu. As mulheres quando trabalham são assim: persistentes e dedicadas.

Desejo boa sorte a todos!

Um abraço!

PS. Prometo na minha próxima viagem, aí pela semana da Pátria, conhecer o interior do município e outros bairros. Quero dividir com vocês a minha visão. E caso algo esteja contrariando a minha concepção de desenvolvimento
humano e social, tenham a certeza que expressarei."


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