segunda-feira, 1 de outubro de 2018

‘Bomba de Palocci’: Ex-ministro narra primeira reunião na qual Lula pediu propina ‘explicitamente’


Além disso, o ex-ministro confirma que Lula simulava indignação toda vez que uma denúncia de irregularidade era dita ao ex-presidente

Em delação premiada de Antônio Palocci para a Polícia Federal, em Curitiba, e que foi homologada pelo desembargador Gebran Neto, do TRF-4. o ex-minitro de Lula deu detalhes do esquema de propinas nas obras de Belo Monte, na compra de bloco de exploração na África, na Sete Brasil e na relação entre o grupo Schanin, o PT e os instituto de pesquisas Vox Populi.

Nesta segunda-feira (1), o juiz Sergio Moro retirou o sigilo de parte do acordo de delação do ex-ministro Antonio Palocci no âmbito da Operação Lava Jato.

O primeiro anexo diz respeito ao “loteamento de cargos na Petrobras e sua utilização pelo governo federal para prática de crimes”.

Palocci trata da divisão interna no governo entre o seu grupo, mais programático, e de Zé Dirceu, mais pragmático. Mesmo que as linhas propostas eram diferentes na relação com os partidos de base, os dois cometeram crimes.

O “grupo de Palocci”, de acordo com o próprio ex-ministro, era formado por Miro Teixeira – candidato ao Senado -, o ex-deputado José Genoíno e o falecido Luiz Gushiken. O outro grupo, de Dirceu, era integrado por Marco Aurélio Garcia – também falecido -, e algumas vezes Dilma Rousseff.

Ainda segundo Palocci, as empresas de marketing e propaganda contratadas pela Petrobras na gestão de Wilson Santarosa, “destinavam cerca de 3% dos valores dos contratos de publicidade ao PT através dos tesoureiros”.

O gestor, que comandava a Gerência Executiva de Comunicação Institucional da estatal, foi líder do Sindicato dos Petroleiros do PT de Campinas, interior de São Paulo, e era ligado a “Lula, Luiz Marinho e Jacob Bittar”.

No mesmo anexo, Palocci relata que “era comum Lula, em ambientes restritos, reclamar e até esbravejar sobre assuntos ilícitos que chegavam a ele e que tinham ocorrido por sua decisão; que a intenção de Lula era clara no sentido de testar os interlocutores sobre seu grau de conhecimento e o impacto de sua negativa”.

Além disso, o ex-ministro confirma que Lula simulava indignação toda vez que uma denúncia de irregularidade era dita ao ex-presidente. Entretanto, os crimes era autorizados pelo próprio Lula.

Fonte: Jovem Pan

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