quinta-feira, 26 de julho de 2018

50 dias de greve dos professores: Ano letivo pode ser anulado no Piauí

Com quase 50 dias da segunda greve dos professores em 2018, ano letivo pode ser anulado no Piauí; A falta de aulas por mais tempo pode impossibilitar a reposição da carga horária neste ano, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Piauí.


Servidores da educação decidem continuar greve no Piauí. (Foto: Divulgação/Sinte-PI)

O ano letivo pode ser anulado no Piauí devido a greve dos professores, que completa 47 dias nesta quarta-feira (25). A categoria busca reajuste salarial de 6,8% e 3,95% para docentes e funcionários de escola, respectivamente, ao invés dos 2,95% concedidos pelo governo do estado. A falta de aulas durante o impasse pode impossibilitar a reposição da carga horária neste ano, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Piauí (Sinte-PI).


Procurado pelo G1, o governo do estado afirmou que o reajuste concedido aos servidores foi o máximo permitido por lei em ano eleitoral, em que não é permitido aumento acima da inflação.

Categoria decidiu continuar a greve em uma após assembleia geral. (Foto: Divulgação/Sinte-PI)

“Corre o risco de termos o período letivo declarado como perdido, porque se continuar como está não vamos ter dias letivos o suficiente para compensar os dias de greve. Então não vai ter como cumprir com a carga horária e é por isso que a gente quer que a Justiça se manifeste, já que o governo não o faz”, informou o vice-presidente do Sinte, Kássio Lages.


A classe quer que a justiça determine o cumprimento do acordo judicial firmado com o governo do estado. No acordo ficou definido reajuste de 6,81% para professores e 3,15% para funcionários. O governo, no entanto, pagou 2,95%, o que levou à insatisfação da categoria, que decidiu pela cessação coletiva e voluntária do trabalho.


A última assembleia da categoria ocorreu na terça-feira (24), onde foi decidido dar continuidade à greve. Os trabalhares da educação planejam uma nova reunião para decidir sobre o movimento no dia 1º de agosto.


“Antes disso vamos percorrer a cidade entregando à população uma carta com nossas pautas. Porque não é só sobre valorização profissional, é preciso também de estrutura nas escolas e que o transporte escolar funcione, por exemplo”, finalizou Kássio Lages.


Por Lucas Marreiros, G1 PI

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