quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Suspeito de atirar em policial é preso e admite que receberia R$ 5 mil


Homem estava escondido na casa de uma tia, na Zona Sul de Teresina. Sexto suspeito do crime confirmou que motivação do crime foi passional.

Sexto suspeito de matar policial do Bope é preso (Foto: João Cunha/G1)

Policiais militares da Companhia do Promorar prenderam na tarde desta quarta-feira (7) o sexto suspeito de executar a tiros o policial do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Piauí (Bope), na Zona Sul de Teresina. Segundo o comandante Paulo Silas, o foragido admitiu ter sido contratado para matar Claudemir Sousa e que receberia R$ 5 mil pelo serviço.

"Por meio de uma denúncia anônima conseguimos localizar o suspeito, que não reagiu a prisão. Ele relatou ter passado à noite no bairro Dirceu e pela manhã decidiu se esconder na casa de uma tia, no bairro Promorar. Durante a prisão o mesmo confessou participação efetiva na morte do policial, utilizando um revólver calibre 38, enquanto o outro comparsa portava uma pistola", revelou o comandante.

Ainda em depoimento a polícia, o suspeito contou ter saído há dois meses do presídio de Pedrinhas, em São Luís, após cumprir pena por formação de quadrilha e receptação. Ao comandante Paulo Silas, o atirador afirmou não conhecer o mandante do crime, um funcionário da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

"Ele disse ter recebido o convite do seu comparsa para matar Claudemir, mas não sabia que a vítima era policial. O suspeito também confirmou que a motivação do crime teria sido passional", acrescentou Paulo Silas.

Outras prisões

Na manhã desta quarta-feira (7), outros cinco suspeitos de participar da morte do polical foram presos. Uma mulher que teria avisado os atiradores continua foragida. O crime aconteceu na noite de terça-feira (6), quando Claudemir Sousa, de 32 anos, estava saindo da academia onde treinava.

De acordo com o secretário de segurança, Fábio Abreu, um dos suspeitos usava tornozeleira eletrônica e a partir do monitoramento dele os policiais chegaram aos demais envolvidos no assassinato, inclusive, ao mandante, que é funcionário da Infraero. Também entre os presos está um taxista, apontado como o agenciador dos atiradores. A polícia suspeita de crime passional.

“Temos a figura de um taxista como agenciador daqueles que o executaram. O mandante é funcionário da Infraero e, em função de um problema relacionado a um caso com uma mulher que o policial também se envolveu, houve essa ordem para que essas pessoas o executassem”, disse o secretário.

Velório

Clima de muita comoção e tristeza marcou o velório do cabo Claudemir de Paula Sousa no bairro Saci, Zona Sul de Teresina. A cerimônia foi nesta quarta-feira (7) na capela São Sebastião, da Polícia Militar, no bairro Cristo Rei.

Familiares, amigos e corporações da Polícia Militar estavam presentes para prestar as últimas homenagens para o policial. Claudemir era formado desde 2008 e atuava na polícia desde 2009.

Uma missa será realizada às 16h e em seguida acontece o enterro no cemitério Jardim da Ressurreição, Zona Leste de Teresina.

Catarina CostaDo G1 PI

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