quarta-feira, 25 de maio de 2016

Piauí é o terceiro do Brasil em ranking de desmatamento da Mata Atlântica


Desde o ano passado, o Estado é o campeão de desmatamento entre as unidades federativas que apresentam as maiores áreas remanescentes da floresta.






O Estado do Piauí ocupa a terceira posição no ranking nacional de desmatamento da Mata Atlântica, é o que mostra a nova edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação SOS Mata Atlântica.

O documento refere-se ao período de 2014 a 2015 e traz uma análise da devastação ao longo dos últimos 30 anos de monitoramento. De acordo om o estudo, apesar do desmatamento no Piauí ter caído 48% no ano passado, em relação a 2014, o Estado também é campeão de devastação entre as Unidades Federativas que apresentam as maiores áreas remanescentes da floresta. Até o ano passado, este posto era ocupado por Minas Gerais, que tem a maior área florestal (2,8 milhões de hectares), e teve perda de 7.702 hectares. Minas já havia sido campeão por cinco anos consecutivos, a partir de 2008.

A Bahia, segunda colocada, teve perda de 3.997 ha (14% menor que a taxa anterior). Apesar das quedas, as duas áreas ainda estão sendo bastante ameaçadas, como mostram as altas taxas, explica Marcia. “Há nessa região um reflexo da pressão que está ocorrendo sobre o Cerrado de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) pela expansão da agropecuária e vemos que isso acaba afetando a Mata Atlântica”, diz Marcia Hirota,diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e responsável pelo trabalho.

Área desmatada é 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo

O Atlas dos Remanescentes Florestais traz ainda a informação de que, nos últimos 30 anos, a Mata Atlântica teve 1.887 milhão de hectares desmatados. Isso equivale a 12,4 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Apesar de a maior dessa perda de vegetação ter ocorrido entre 1985 a 2000, a devastação continua ocorrendo.

O levantamento observou ainda que, no ano passado, a Mata Atlântica perdeu 18.433 hectares, a mais que em 2014. Os valores são menores que o registrado entre 2011 e 2013, período em que houve crescimento do desmatamento após vários anos de queda.


“Temos um lado positivo. Em 7 dos 17 Estados da Mata Atlântica, a taxa de perda está no nível de desmatamento zero, com menos de 1 km² – ou 100 hectares de desmatamento (1 ha é mais ou menos o tamanho de um estádio de futebol). É o caso de São Paulo e Rio de Janeiro”, afirma Márcia.Por: Maria Clara Estrêla, com informações da Folha

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